Senhorita Lopes
INDIAZINHA SALIENTE
Seus opíparos seios graúdos e cor de bronze,
Seus cabelos no tisne,
sua beleza e imperiosidade tal como o cisne
Nos olhos flamejam o sexo e o desejo ardente,
Fica vagando e lembrando dos momentos antes da puberdade, quando era inocente
fica agora incasquetada até as onze...
Seu seio que se confunde com o prazer mundano,
Que causa a qualquer homem que queira ou já o possuiu o pior dos danos,
ó, garota que o amor e o ódio, a bravura e covardia dos homens és, o coração tu manipulas fica mudando e pobre, o lazarento fica vagando...
Tão promíscuo é o destino em deixar-te presa a um idiota,
Caiu a rainha da luxúria na entendiante teia do amor,
Causa-me espanto como se nada importasse os momentos inebriantes dantes...
Garota, logo tu que não te assustavas ou ficava horrorizada quando um homem era vulgar e falava de xoxota,
Logo tu...logastes num mundo pararelo ao ideal, logo tu...
Eras forte como uma valquíria, agora és somente uma estátua... não sentirás tu nua, ou presa na sodomia, lembra-te do barbante?
Ó mulher tira esse feitiço, tire este enguiça maldito da vida..
Voe para as pombas-rolas que te aguardam na janela, a observar-te
Observar a arte, faça da vida de cada gentil e efêmero prazer o seu diamante,
Mostra-te novamente, no rompante.
Descasque esta ferida...